Universidade Federal de Santa Catarina – Centro de Curitibanos

Arquivo para setembro, 2014

Conservação de Água e Solo: falta de conservação do solo causa erosão e perda de lavouras no PR.

Reforçando o tema abordado neste sábado (20/09/14) no programa de rádio UFSC em Comunicação, apresentado na Rádio Maria Rosa FM 104,9.

Há 30 anos, Paraná foi referência mundial em recuperação dos solos.
Mas agricultores retiram a proteção para abrir caminho para o maquinário.

globo rural

A erosão leva a lavoura e a camada mais fértil do solo, que fica na superfície. As gotas de chuva batem com força no solo, desagregam os torrões de terra e formam pequenos grãos. Leves e barreiras no caminho, eles são arrastados seguindo o declive natural do terreno e se acumulam nas partes mais baixas, onde, geralmente, há outra propriedade, uma nascente ou um rio. Por isso, é essencial construir barreiras de proteção que mantenham o solo e a água dentro da área da lavoura.

“A água é um processo natural. Vai chover e vai escorrer. Se o sulco de plantio forma uma pequena rugosidade. Quando a água começa a escorrer, ela já tem essa rugosidade como uma pequena barreira mecânica para diminuir a velocidade”, diz Graziela.

Além do plantio em nível, terraços foram construídos para segurar a água que passa por cima dos sulcos. “Quando vem no sentido da pendente, a água vai ter um canal. Depois, nós vamos ter a parte maior da terra que chamamos de camaleão, que vai fazer com que a água que escorreu pare nesse canal. Quando a chuva parar, essa água naturalmente se infiltra e mantém a umidade no solo e não se perde”, completa Graziela.

O tamanho dos terraços e o espaçamento entre eles dependem do tipo de solo, do declive e do regime de chuvas de cada região. Antigamente, no Paraná eles passavam de uma propriedade para outra acompanhando a bacia dos rios e formando uma grande barreira.

O plantio direto foi outra ferramenta importante integrada ao sistema. A técnica consiste em colher uma lavoura e fazer o próximo plantio diretamente sobre a palhada da cultura anterior.

A palha que fica sobre o solo também diminui o impacto das gostas de chuva e protege a terra do sol, mantendo a umidade por mais tempo. Para ser eficiente, o plantio direto deve deixar pelo menos seis toneladas de palha por hectare. Mas o trabalho de duas décadas para implantar esse sistema de conservação está indo literalmente por água abaixo porque muitos agricultores retiram os terraços de suas propriedades.

“Os terraços, de certa forma, são uma restrição à mecanização. Numa situação mais recente, dos últimos cinco ou 5 dez anos em que o tamanho das máquinas tende a ser cada vez maior”, diz o pesquisador Augusto Araújo, engenheiro agrícola do IAPAR.

Especialista em mecanização, Araújo explica que para ganhar tempo e poder plantar e adiantar a colheita, para fugir do risco de secas, geadas e chuvas fora de hora, os agricultores estão comprando máquinas maiores, mais rápidas e potentes, mas que têm dificuldade para passar no espaço entre um terraço e outro e precisam fazer muitas manobras para circular entre eles.

A decisão mais comum é retirar um de cada três terraços, abrindo espaço para a máquina passar. Há agricultor agravando a situação e elimina todos os terraços para plantar no sentido em que a água corre, ou seja, morro abaixo.

“A velha prática de se plantar em nível, uma das técnicas mais tradicionais e clássicas de conservação de solo, está se perdendo também. Para aumentar a produtividade se faz um tiro morro abaixo e morro acima”, alerta Araújo.

Foi o que fez o dono de uma propriedade da região que não quis gravar entrevista. Na fazenda com 1,2 hectares no município de Bela Vista do Paraíso já houve um sistema de conservação de solo, mas hoje não restou nenhum terraço. Eles não foram reformados ou simplesmente retirados ao longo do tempo. Há sinais de problema por toda a área.

Fonte e Reportagem em: http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2014/09/falta-de-conservacao-do-solo-causa-erosao-e-perda-de-lavouras-no-pr.html?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=g1

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PET no 32º Seminário de Extensão Universitário da Região Sul

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Nos dias 10, 11 e 12 de setembro, o PET representou a UFSC campus Curitibanos no 32º Seminário de Extensão Universitária da Região Sul – SEURS, sediado em Curitiba (PR) nas dependências do FIEP e da UFPR campus botânico. Os petianos Daniel Grubert e Bruna Orsi e um dos professores coordenadores do PET Estevan Pizarro Muñoz apresentaram os trabalhos de extensão desenvolvidos pelo PET, como o projeto “Formação em Rede: Ciências Rurais, Educação do Campo e Educação Ambiental” e o projeto “Agricultura Urbana”. Também representando a UFSC estavam os professores João Tolentino Jr e Adriana Terumi Itako, apresentando o projeto de extensão “Os Jovens Talentos de Curitibanos”.

O 32º SEURS foi uma realização da Universidade Federal do Paraná – UFPR, em parceria com a Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR e a Universidade Estadual do Paraná – UNESPAR. O tema central do evento foi “A extensão nos cursos de graduação: creditação, curricularização e integração”, onde foram realizados minicursos, oficinas, apresentações orais e culturais, transformando o SEURS em um espaço de aprendizagem e intercâmbios de conhecimentos entre os extensionistas das universidades. A partir destas abordagens o evento  conseguiu criar um interessante debate a respeito da atual condição em que se encontra a extensão universitária frente às linhas de pesquisa e ensino, debatendo a importância da extensão na formação dos alunos, sociedade e ciência. Assim, a extensão faz parte da ciência e não é possível fazer pleno uso da ciência sem a extensão!

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Eventos: Oficina sobre Cultivares e Simpósio Latino Americano de Canola

Nos dias 19, 20 e 21 de agosto, três integrantes do grupo PET juntamente com alguns estudantes e professores participaram de dois eventos, a Oficina de Cultivares e o Simpósio Latino Americano de Canola, ambos em Passo Fundo – RS, sendo que no Simpósio de Canola os alunos também apresentaram trabalhos de pesquisa que foram desenvolvidos na fazenda experimental da UFSC – Campus Curitibanos.

O primeiro evento sobre a Oficina de Cultivares, foi realizado na Universidade de Passo Fundo (UPF), e ministrada pela equipe técnica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Neste evento foram abordados temas como Propriedade intelectual de cultivares, Registro nacional de cultivares, Legislação de sementes e mudas e Zoneamento agrícola.

O segundo evento se tratava do Simpósio Latino Americano de Canola, realizado pela Embrapa Trigo em parceria com a Associação Brasileira dos Produtores de Canola (ABRASCANOLA), onde  Este evento teve como objetivo a realização de palestras, apresentação de trabalhos de pesquisa e troca de experiências com diversos pesquisadores de outros países, como Canadá, Austrália, Uruguai, Chile, Paraguai e Argentina, visando mostrar o potencial desta cultura e seu uso como uma alternativa rentável para o período de inverno, além de discutir sobre os instrumentos de pesquisa, desenvolvimento e inovação para o aumento do rendimento e da qualidade dos grãos e da área cultivada de canola nos países da América Latina.

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