Universidade Federal de Santa Catarina – Centro de Curitibanos

Arquivo para maio, 2012

INPE e SOS Mata Atlântica divulgam novos dados do Atlas

A Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgaram nesta terça-feira (29/5) os dados do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, no período de 2010 a 2011. Os resultados mostram que Minas Gerais e Bahia foram os Estados que mais desmataram.

Continue lendo:  http://www.inpe.br/noticias/noticia.php?Cod_Noticia=2923

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Diário Oficial publica vetos e MP referentes ao novo Código Florestal

O Diário Oficial da União (DOU) publicou ontem (28/05/12) os vetos da presidente Dilma Rousseff à lei que dispõe sobre o novo Código Florestal Brasileiro. Está publicada também a medida provisória que complementa o projeto. A MP vale por 60 dias, podendo ser prorrogada por mais 60 dias. O anúncio das novas regras foi feito no dia 25, pelo advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, e pelos ministros do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, da Agricultura, Mendes Ribeiro, e do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas. A lei contém 84 artigos – foram vetados 12 artigos e introduzidas 32 modificações. Leia aqui a publicação no DOU.

Fonte: www.agrosoft.org.br


PET Entrevista: Reitora Roselane


Centro de Inteligência em Orgânicos é Criado Para Fortalecer Cadeia Produtiva.

Em parceria com o Sebrae, a Sociedade Nacional da Agricultura, responsável pelo projeto, vai monitorar e capacitar produtores.

 

Um projeto da Sociedade Nacional da Agricultura (SNA) pretende fortalecer e profissionalizar a cadeia de orgânicos no Brasil. A entidade criou o Centro de Inteligência em Orgânicos (CI Orgânicos), desenvolvido com o apoio doSebrae, para disseminar informações para aumentar a competitividade da cadeia no país. O sistema contará com pesquisas sobre produtos e mercados, dados dos produtores, processadores, distribuidores e fornecedores dos produtos, tecnologias, oportunidades de negócios, melhores práticas, dentre outras informações que estarão disponíveis no site www.ciorganicos.agr.br.

A ideia foi apresentada na Bio Brazil Fair (Feira Internacional de Produtos Orgânicos e Agroecologia), que começou nesta quinta-feira (24/5) e segue até o dia 27/5, na Bienal do Ibirapuera. A entrada no evento é gratuita.

“A cadeia de orgânicos só pode crescer se consumidor, produtor e mercado recebem informações”, destaca a coordenadora do projeto, Sylvia Wachsner. “O consumidor, por exemplo, ainda não compreende muita coisa; que custa mais caro porque produto orgânico tem que ter certificação, e ela não vem de graça. Custa mais, também, porque não temos ainda produção em escala nos orgânicos, porque falta tecnologia. Mas as oportunidades são imensas”, explica.

O projeto piloto foi testado com 106 produtores do Rio de Janeiro e agora, com a parceira de três anos com o Sebrae, será expandido para outros estados como ParanáRio Grande do Sul e São Paulo. Nos resultados preliminares do piloto, os estudos constataram que 72% dos produtores não possuiam o DAF (Declaração de Aptidão ao Pronaf), o que inviabiliza a venda dos produtos para a merenda escolar dentro do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). E que 45% tem pouco acesso a sementes orgânicas e, por isso, usam as convencionais.

“Ao mesmo tempo, estamos capacitando os produtores, onde o grupo se conhece melhor, do produtor ao mercado, e começa a analisar suas forças, fraquezas, ameaças e faz calendários agrícolas”, diz Sylvia. Além disso, o projeto já começou a fazer um estudo de mercado em hotéis, restaurantes, varejos, para melhor entender a comercialização dos orgânicos nesses setores e, com isso, orientar os produtores. “Isso tudo no sentido de unir as pontas de toda a cadeia”.

De acordo com a coordenadora, o CI Orgânicos deve buscar ainda apoio para colaboração técnica com a Embrapa.

Referencia: http://revistagloborural.globo.com

Por: Antonio E. Coelho


Entidades pedem a ministro nova estratégia para o agronegócio

As principais entidades do agronegócio brasileiro elaboraram um documento em que pedem ao ministro da agricultura, Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS), que coordene “uma nova estratégia para o agronegócio brasileiro”. O documento com as propostas foi entregue na manhã desta quinta-feira a Mendes Ribeiro pelo ex-ministro da agricultura Roberto Rodrigues, em audiência da qual participaram também o ex-secretário paulista de agricultura João Sampaio e o presidente da Organização das Cooperativas (OCP), Márcio Lopes.

Roberto Rodrigues explicou que, embora a pasta da agricultura tenha desenhado uma política agrícola consistente, como é o caso das câmaras setoriais, onde a iniciativa privada está representada, “a implementação das ações é complicada, porque os instrumentos estão dispersos em vários órgãos governo”.

Ele citou como exemplo a questão dos registros de defensivos agrícolas, que dependem dos ministérios da Saúde e do Meio Ambiente. Outras questões são as negociações comerciais e a logística. Ele defendeu que o Ministério da Agricultura participe do processo de definição sobre quais são as hidrovias, ferrovias e portos mais importantes para o agronegócio.

A proposta encaminhada no documento é que haja uma integração dos diversos órgãos do governo para ao setor agropecuário, sob coordenação da presidente Dilma Rousseff. O ministro Mendes Ribeiro atuaria como referência nesse processo, “para que seja uma estratégia de Estado”, disse Rodrigues.

Ele lembrou que a última estratégia para o agronegócio foi elaborada nos anos 1970, pelo então ministro Alysson Paolinelli, durante o governo do general Ernesto Geisel.

Por: Kalinka Françoise


Dilma veta 12 artigos do Código Florestal!

Às vésperas da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio +20)  a presidente Dilma Roussef faz 12 vetos, 32 modificações, das quais 14 recuperam o texto do Senado Federal, cinco respondem a dispositivos novos incluídos e 13 são adequações ao conteúdo do projeto de lei; o WWF-Brasil acredita que os vetos parciais ao Código Florestal fazem o país chegar ao fórum de discussões “com um discurso e uma prática incompatíveis, além de uma legislação florestal indefinida; Fora os impactos à credibilidade e à liderança do Brasil no cenário global, poderemos sofrer barreiras comerciais por seguir crescendo de forma insustentável. Também fica a dúvida sobre como o país cumprirá suas metas assumidas internacionalmente para conservação da biodiversidade e proteção do clima”

O objetivo dos cortes e mudanças no texto aprovado no congresso, de acordo com o governo, é inviabilizar anistia a desmatadores, beneficiar o pequeno produtor e favorecer a preservação ambiental. Os vetos ainda serão analisados pelo Congresso, que tem a prerrogativa de derrubá-los. O texto completo dos vetos só será divulgado na próxima segunda-feira no Diário Oficial da União e em reunião das lideranças do governo com o Congresso.

Segundo os ministros, o veto foi motivado por alguns artigos que seriam inconstitucionais e outros que reduziam a proteção do meio ambiente. Além disso, a presidente manteve as regras de Áreas de Proteção Permanente (APPs) e Reserva Legal.

A maior modificação no projeto foi na regra de recomposição das margens de rios desmatadas. Com as mudanças, pequenos proprietários terão que recompor uma área menor das margens de rios do que os grandes. Proprietários de terras de até dois módulos fiscais deverão recompor 5 metros da margem. Dois a quatro módulos fiscais, serão 8 metros de recomposição. De quatro a dez, serão 20 metros. Grandes proprietários, acima de dez módulos rurais, deverão recuperar de 20 a 100 metros. “Os grandes têm condição de recuperar tudo o que foi degradado”, disse Izabella.

Porém estes vetos devem enfrentar batalha dura na Câmara de Deputados, onde boa parte da bancada ruralista pertence ao PR. O líder do partido na Câmara, Lincoln Portela (MG), diz entender a prudência do governo, mas teme que o excesso de cautela gere prejuízos ao país: “Eu só temo por uma preocupação além daquilo que é necessário, o que pode prejudicar o produtor rural. Nós estamos vivendo problemas com a desindustrialização, não podemos viver algo parecido no campo”

Maiores informações: http://g1.globo.com/politica/noticia/2012/05/presidente-dilma-vetou-12-artigos-do-novo-codigo-florestal.html

http://revistaepoca.globo.com/Brasil/noticia/2012/05/dilma-veta-12-artigos-do-codigo-florestal.html

http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/vetos-devem-enfrentar-batalha-dura-na-camara


O Ensino Florestal no Brasil antes de 1960 era fornecido nas escolas de Agronomia, neste ano o país se encontrava em um cenário de expansão econômica com o Governo de Juscelino Kubitschek , criou-se a Escola Nacional de Florestas na Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais, logo depois, em 1963, esta foi transferida para Curitiba, os professores que lecionavam neste período eram em sua maioria estrangeiros , frutos de um convênio  com a FAO e com a Alemanha/ Freiburg, esta parceria durou alguns anos, à medida que os primeiros doutores brasileiros foram se formando.

Década

Nº de Graduandos

Acumulado

60 a 69

198

198

70 a 79

1528

1,726

80 a 89

2965

4,621

90 a 99

2643

7,334

2000 a 2009

7535

14,869

Paralelamente a isto houve grandes incentivos fiscais para pesquisas nessa área e a criação do IBDF e PRODEPEF que mais tarde se tornariam o atual IBAMA e Embrapa Florestas, os principais avanços neste campo se deram na escolha das espécies, Pinus taeda no Sul por exemplo, e no melhoramento genético, com produção de mudas clonais e seminais, também houve uma grande evolução na mecanização e automoção de todo o processo de viveiro. Graças a isso nossa produção de Eucalipto que era de 15 m³/ha/ano saltou para os atuais 60m³/ha/ano, se tornando a melhor silvicultura de eucaliptos do mundo.

Hoje temos uma silvicultura de precisão, com uma mecanização da mão-de-obra, deixando para trás o plantio com enxadões e a colheita à machados;no setor de transportes temos caminhões de grande porte e uma grande melhoria das estradas florestais; na indústria o aproveitamento de madeira passou de 30% para 100%.

Porém paralelo a essa grande evolução do cultivo de espécies exóticas ocorreu um esquecimento de nossas florestas nativas, pois é muito mais difícil e demorado a pesquisa nesta área do que em florestas plantadas. Aos poucos isto está melhorando com o manejo integrado dos recursos (madeira, bens  e serviços), manejo de impacto mínimo, extrativismo, látex por exemplo onde anteriormente as seringueiras eram cortadas para extração, e a evolução cada vez maior de conceitos como o uso múltiplo de florestas e estratégias de conservação e uso da biodiversidade.


Notícia – Projeto alternativo ao Novo Código Florestal é apresentado na Câmara

 

Os deputados Bohn Gass e Sibá Machado, realizaram um projeto de lei (3835/12), que é uma proposta alternativa ao Novo código Florestal. O projeto autoriza  atividades agrossilvipastoris, de ecoturismo e de turismo rural em áreas de preservação permanente (APPs), consolidadas até junho de 2008, e ainda cria condições para recuperação, conservação e utilização de terrenos em imóveis rurais de até quatro módulos fiscais.

A fim de garantir a segurança jurídica da nova lei, será exigida, ainda, a assinatura de um termo de compromisso e de ajustamento de conduta. Com isso, o proprietário se livrará das sanções previstas para desmatamentos feitos até julho de 2008. Cumpridas as regras do PRA, as multas serão convertidas em serviços de preservação.

Fonte: Revista Globo Rural

http://revistagloborural.globo.com/Revista/Common/0,,EMI305606-18095,00-PROJETO+ALTERNATIVO+AO+NOVO+CODIGO+FLORESTAL+E+APRESENTADO+NA+CAMARA.html